top of page

Jornalista goiana conta sua história com a violência

  • Foto do escritor: De Fato
    De Fato
  • 22 de jun. de 2023
  • 2 min de leitura

Atualizado: 3 de jul. de 2023

Flamenguista, a jornalista Mariana Ramos nasceu em Goiânia e, há um ano e meio, fixou-se no cerrado onde jamais dispensa uma roda de samba ou chorinho e uma boa espiada no céu de Brasília. Ela divide o apartamento com o Arrascaeta, seu cachorro adotado e dedica-se ao ativismo, aos Direitos Humanos, às pautas LGBTQIAPN+ e, mais recentemente, à causa socioambiental


A experiência no portal De Olho Nos Ruralistas, observatório crítico do agronegócio instalado no coração do país, rendeu o convite para trabalhar na Plataforma Cipó, uma organização composta por pesquisadores e liderada por mulheres que atua nas questões ligadas ao meio ambiente, mudanças climá

ticas e relações internacionais.


A condição feminina tornou sua trajetória profissional um pouco mais arenosa, pois o preconceito agravou-se últimos quatro anos. E foi justamente a polarização que lhe rendeu um susto e um prejuízo — seu carro foi depredado por causa de um simples adesivo político.


Além disso, houve ameaças virtuais que escalaram, especialmente após uma matéria-denúncia sobre a tentativa de invasão às terras do Quilombo Kalunga, em Cavalcante (GO). Uma das celeumas deu origem a um processo judicial que, desde então, corre em segredo.


Mariana também conta que logo após aos ataques, ela entrou em contato com a direção da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal , tendo todo apoio dentro das condições deles pois ela que já foi diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, reconhece as limitações . "É lógico que eles têm uma série de limitações, a começar pela dificuldade de mobilizar a categoria".


A jornalista conta que quando começou na profissão se considerava muito boba em relação a questões sociais, direitos humanos, em entender certas questões como "A comunicação é um direito humano". Mariana hoje diz entender que o jornalismo tem sempre que buscar o outro lado da história. No entanto, quando o “outro lado” está contra a defesa dos direitos humanos, o jornalista precisa reavaliar a questão: “Quem não respeita os direitos humanos não tem que ter espaço”.

Mariana afirma que os jornalistas e veículos independentes tem um respaldo menor, pois o lucro é insuficiente para ter assessoria jurídica, ao contrário, as grandes mídias tem privilégios e condições de oferecer esse tipo de segurança.

Ela acredita que a Comunidade LGBTQIAPN+ é mais vulnerável no jornalismo. Portanto, é necessário ter mais inclusão e respeito. Mariana aconselha os jornalistas do futuro "nós não podemos esquecer da responsabilidade social e com o que publicamos" ela ressalta que nós jornalistas nunca sabemos de tudo, precisamos ser éticos, saber ouvir e respeitar as vivências de outros povos e reitera "jornalista não é o herói ".






























Comentários


bottom of page